As corporações estão mais maduras e entendem que a terceirização de TI vai além da simples redução de custos, destaca um estudo global da IBM e que ouviu executivos do Brasil. Em entrevista ao Convergência Digital, o VP de Serviços de Tecnologia da IBM Brasil, Fábio Pessoa, e o diretor de outsourcing e novos negocios da IBM Brasil, Carlos Mazon, falam do momento dos negócios de terceirzação e comemoram: os gestores de TI estão cientes que as empresas inovadoras, e a tecnologia é um meio crucial nesse processo, registram crescimento da receita e têm lucros acima dos concorrentes.

Os dados sobre a nova visão do mercado de terceirização fazem parte de uma pesquisa mundial realizada pela IBM. O estudo, que ouviu 1351 executivos, entre eles, gestores de TI do Brasil, traz novas informações sobre o comportamento dos líderes de TI. O primeiro deles é que apenas 7% ainda enxergam a terceirização como mera fonte de redução de custos nos negócios de outsourcing de infraestrutura, aplicativos e processos de negócios. Ainda na pesquisa, 39% citam que a terceirização trouxe resultado concreto para os negócios. Tanto é assim que as empresas inovadoras registraram 9% de crescimento de receita e um lucro bruto até cinco vezes maior do que das suas concorrentes que investem menos em TI.

“Podemos dizer que há uma maturidade das empresas. TI já é vista como um meio central para o negócio. A terceirização deixou de ser apenas para reduzir custos ou repassar a atividade para um provedor. Vai muito além. Virou diferencial de negócios. O CIO sabe da relevância de ter uma TI 100% funcional. E o CFO também está ciente dessa necessidade”, comemora Fábio Pessoa, VP de Serviços de Tecnologia da IBM Brasil.

A confusão dos usuários entre terceirização e serviços de computação na nuvem é considerada natural pela IBM. Para Carlos Mazon, diretor de novos negócios de outsourcing da IBM Brasil, a dúvida vai até ao ponto que se senta para estabelecer o contrato de prestação de serviços. “Não há terceirização sem serviços de cloud. Mas cloud computing não é terceirização de TI. A Terceirização vai além da TI. Ela envolve processos e exige uma série de requisitos. E isso fica muito bem explicitado quando se começa a desenhar a relação transparente entre cliente e provedor de serviços”, destaca o executivo.

Mazon admite que o conceito ‘paga quando usa’ também vai começar a entrar no processo de terceirização – os contratos têm em média três a cinco anos de duração. Mas que essa é uma evolução natural do modelo de negócios. “Há muito para ajustar numa relação de terceirização. Temos, por exemplo, as redes sociais. Elas estão mudando todo o conceito de política de segurança das empresas. E para fazer bem-feito, processos são absolutamente essenciais”, preconiza.

O VP de Serviços de Tecnologia da IBM Brasil observa que até setores mais resistentes à terceirização – como o financeiro – já usa o modelo para priorizar o seu negócio: serviços financeiros. “TI é escala. Um banco, por exemplo, não é uma empresa de tecnologia. Ela não deve ter tecnologia como negócio-fim. Não é o correto. Um bom provedor de serviço responde por essa área. De novo, acho que o grande mote é a transparência. E ai, a computação em nuvem ajuda muito. As regras ficam muito claras dos deveres e direitos de cada parte”, completa.

Comemorada pelos executivos da IBM, a tendência de maturidade em relação aos resultados da terceirização é respaldada também pelos números de mercado. De acordo com a IDC, o mercado brasileiro de serviços de TI movimentou cerca de R$ 27 bilhões em 2012, dos quais R$ 12 bilhões foram provenientes de serviços de outsourcing de TI, considerando o próprio segmento de terceirização, serviços de data center e de desenvolvimento de aplicativos. De acordo com a consultoria, enquanto o mercado total de TI deve crescer a taxas de 7% a 8% ao ano até 2017, o de outsourcing atingirá mais de 10%.

Fonte: UOL / Convergência Digital